sexta-feira, julho 10, 2009

O bom filho à (sua) casa torna...

Ilustração: Seonna Hung

Quase quatro meses de sumiço completo do blog. Já fui mais séria com isso... mas a gente sempre encontra bons motivos pra voltar, não é mesmo? Pois bem, eu encontrei um ótimo motivo pra voltar a escrever: decidi morar sozinha de novo, depois de 6 anos na casa da mamãe.

Aos que não sabem e não acompanham o Milk Shake desde o início, eu já fiz isso antes: brinquei de casinha por um tempo. Aquelas coisas que a gente faz quando é (muito) novo e acha que vai conquistar o mundo. Não, eu não saí de casa pra morar em outra cidade, fazer intercâmbio ou trabalhar fora. Eu simplesmente, aos 21 anos, virei pra minha família e disse: "tô indo". E fui. Fui tentar entender o que era ser adulto, ter responsabilidades, pagar contas e fazer escolhas. Fui bater a cabeça e descobrir determinados valores que a gente só entende depois que cresce de verdade. Deu certo mas eu cansei e um dia voltei, sem dó nem remorso. E como toda mãe, fui recebida de braços extremamente abertos pela minha. E carinho, cuidado e chá quente quando fico gripada. Porque ficar doente sozinho é muito chato.

Colocando o saldo da brincadeira em números, dá mais ou menos a seguinte conta: em 6 anos de "independência", morei em 4 apartamentos diferentes, mais 5 pessoas com quem dividi um lar e 1 namorado que resolveu se mudar pra minha casa sem me avisar que eu tava "casando". Claro que não durou. Fiz uma nova "família" que até hoje se encontra e faz farras como nos velhos tempos.

Um dia eu olhei pros lados e pensei: "Pô! Eu tenho 27 anos, sou solteira, sem filhos e vivo pra pagar contas e decidir se pago a conta de telefone ou vou ao cinema". É, a vida era dura, eu ralava um bocado e, logicamente, sempre pude contar com uma forcinha extra da família. O que pesou foi ver todos os meus amigos aproveitando, viajando, curtindo todas, no auge dos 20 anos e eu lá... fazendo faxina e contando os trocados pra ver se conseguiria sobrar um trocadinho praquela sandália linda que eu tinha visto na liquidação no shopping. Tudo na vida é mesmo um questão de... escolhas.

Foi então que eu decidi considerar um convite da mamãe de voltar e ter dinheiro pra viajar e comprar as minhas coisas. Juntar pra comprar um apartamento? Quis não. Já sei que vou fazer isso boa parte da minha vida e ali o que eu queria mesmo era aproveitar. E aproveitei, viu!!! Ô, e como! Aproveitei tanto que tive tempo pra trabalhar, viajar e estudar pra concursos. Agora passei, tô bem, estável e senti, aos 33 anos, que estou suficientemente adulta pra encarar um segundo round e tocar minha vida. As condições agora são outras e eu estou muito feliz com minha decisão.

Tudo está acontecendo aos poucos. Ainda estou em fase de negociação com o apartamento dos sonhos (torçam pra dar certo!) e quando vou ao shopping, as placas de "Sale, Liquidação ou Bota Fora" não estão me encantando. A não ser que fogão, geladeira, micro-ondas e coisinhas de casa estejam incluídas no pacote. Pois é, meus amigos, estou totalmente voltada para o universo "casa" no momento. Cabeça, ombro, joelho e pé só trabalham pra isso. E quero (e vou) compartilhar este novo momento com vocês.

Mamãe? Vai ficar ótima. Estou indo morar pertinho dela pra não perder o hábito de ganhar cafuné nem perdê-la de vista. O importante é que nossos pais sempre sabem que a gente um dia cresce de verdade e tenta realmente mudar o mundo. Vou tentar fazer a minha parte. Meu mundo voltou a ser uma caixinha de surpresas que eu tô louca pra desbravar!

Boa sorte pra mim! Beijinhos de nova vida, novas perspectivas e, principalmente, saudades de todos vocês, meus leitores. Voltei!

terça-feira, março 24, 2009

Eu e meme. Meme e eu.

Já que tá faltando assunto (e saco) pra sentar e escrever, uma vez que um festival de ansiedades de todos-os-tipos-e-modelos me abateu nos últimos dias, vai um meme da blogosfera pra matar o tempo. Sei que é chatinho de ler, mas ninguém tá te obrigando. Ou tá???

Onde está seu celular? Sempre, sempre por perto. No momento, na mão de um ladrão sem-vergonha

E o namorado? No meu bolso que não está.

Cor do cabelo? Castanho escuro.

O que mais gosta de fazer? Pergunta relativa pra uma criatura quase-hiperativa como eu.

O que você sonhou na noite passada? Que roubavam, junto com eu celular, meus óculos Armani e o único relógio-jóia que possuo. Esses não davam pra bloquear, né?

Onde você está? A caminho de casa.

Onde você gostaria de estar agora? Em Paris.

Onde você gostaria de estar daqui a seis anos? Faço tantos planos que ainda não consegui chegar em 2015 dado o tanto de coisa que já inventei...

Onde você estava há seis anos? Voltando pra casa da mamãe.

Onde você estava na noite passada? Comprando presentes pra mim, porque eu mereço.

O que você não é? Palhaça.

O que você é? Autêntica.

Objeto de desejo? Minha Kombi vermelha e branca, modelo 1975.

O que vai comprar hoje? Folhas de papel depilatório.

Qual sua última compra? Um vestido show pra usar no aniversário e uma bandeira do Brasil pro Irmão levar pra Austrália.

A última coisa que você fez? Não dormi, com insônia.

O que você está usando? Blusa Shop 126, jeans Levis e sapatilha Arezzo.

Na TV? Nada. Trabalho em uma e já é o suficiente.

Seu cachorro? Uma é hiperativa como a mãe, o outro, passado como o pai.

Seu computador? Um notebook lindo vermelho e prata.

Seu humor? Uma beleza. Principalmente neste momento, em pleno inferno astral e na TPM. Topa um papo mais tarde?

Com saudades de alguém? Da vovó.

Seu carro? Um "Negão" sensacional que vai comigo pra todos os lugares.

Perfume que está usando? Euphoria, da Calvin Klein.

Última coisa que comeu? Filé com batata frita.

Fome de quê? De cultura geral.

Preguiça de… ? Gente sem iniciativa.

Próxima coisa que pretende comprar? Os ingressos pro show do B52's no Rio.

Seu verão? Pegando 40 graus no Rio de Janeiro. Delícia cremosa.

Ama alguém? Amo muitos alguéns.

Quando foi a última vez que deu uma gargalhada? Hoje, na hora do almoço.

Quando chorou pela última vez? Hoje, na hora do almoço.

Passo a bola pra Baratinha, pra Cacá e pra Lu.

Beijinhos "memísticos".

segunda-feira, março 09, 2009

O negócio é passar a mão


Ir a banheiros públicos se tornou um momento tenso na minha vida. Explico.
Antes de tudo você se sente na obrigação - sim, na obrigação - de colocar a mão no sensor para que um forro plástico do vaso sanitário seja trocado au-to-ma-ti-ca-men-te. Nem sentar no vaso você vai, mas troca só porque o negócio tá ali, te chamando. Acabado o serviço, fica olhando pro botão da descarga, ou melhor, pros botões, porque agora são dois: um pequeno pra sugar o xixi e outro maior, mais potente, pra sugar o cocô. Moderno isso de controlar o tanto de água, não? Apertei o pequeno e não aconteceu nada. Tive que apertar o segundo e toda a proposta de contenção de água foi por água abaixo, literalmente. E eu fiz foi xixi, viu??

Aí você vai lavar as mãos. Primeiro você tem que ficar passando as mãos na frente do sensor da torneira, com cara de idiota, pra que a água saia. Meio que fazendo aquele gesto de tatear no escuro. Conseguido isso, é a vez do sabonete líquido automático sair sozinho. Conseguiu? Beleza. Agora vai enxaguar as mãos e começa tudo de novo. E não pode se empolgar esfregando muito uma mão na outra senão sai do sensor e... a água pára de cair. Um saco isso.

Então chega a hora de enxugar as mãos. Você olha pra caixinha de papel, onde está escrito "Mãos secas com apenas uma toalha!" e aí você tá lá de novo, que nem um imbecil, passando as mãos, porque a porcaria da caixa também é automática, esperando que aquela super-e-única toalha de papel que resolverá todos os seus problemas, dê notícias de vida. Só que a tecnologia é burra! No que começa a sair papel, não pára nunca mais!! Tô falando sério!! Por mais que você tire as mãos debaixo, dance um mambo ou dê tapas na caixinha, continua cuspindo papel sem parar. Mais uma vez, a economia vai pro buraco, já que saíram umas 3 ou 4 folhas de uma vez. Entreguei pra mocinha que aguardava a vez de usar.

Em Paris fui usar um banheiro público daqueles plantados no meio da rua. Olhei pra uma caixa de ferro gigante, redonda, em que eu deveria depositar uma moedinha de 1 euro e ser feliz. Mesmo me sentindo a própria Macabéa, encarei a parada. Depositei a moeda, a porta se abriu au-to-ma-ti-ca-men-te e entrei. Na mesma velocidade que abriu, a porta se fechou comigo dentro. Beleza, não fosse o trinco pra sair de lá que nunca achei. Ou seja, já fiz o xixi super-mega-tensa pensando em como é que eu ia fazer pra ir-me embora.

Abre caixinha com sensor pra tirar o papel higiênico. Lava a mão e enxuga, com sensor também. Ok, agora eu quero ir embora e não sei como faço e então??? E então que eu rezei pra não ter uma câmera escondida lá dentro, porque eu comecei a pisar em tudo o que aparecia, tatear e apertar tudo o que tava na minha frente. Sem sucesso e trancada num banheiro, cercada de Paris por todos os lados, pensei: Deve ter algum sensor. Eis que me vi parecendo um personagem de "Ensaio Sobre a Cegueira", com as mãos passando perto de tudo, pra ver se algo acontecia!!!! Vocês não têm noção da minha tensão!!!! No meio disso tudo, lembrei que tava tão nervosa que esqueci de dar descarga no vaso sanitário. Aperto lá o botão pra fazer isso e bingo!!!! A porta do banheiro se abriu, au-to-ma-ti-ca-men-te!!! Lição de moral: em Paris, você só tem direito de ver a cidade se der descarga no vaso, viu?? Não esqueçam disso nunca!!

Agora fica a minha pergunta: tem mesmo que ser tudo automático nesse mundo?? Porque eu fico pensando... se faltar luz, ninguém faz mas nada, né??? Nem cocô direito. É, este mundo tá mesmo perdido...

Beijinhos completamente analógicos.

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Senhoras e Senhores, trago boas novas


Ok! Ok! Eu sou uma pessoa que obedece. Ela e ela mandaram e cá estou, obedecendo. Simples assim. A ideia (sem acento, hein?) é escrever 6 coisas about me e passar a bola pra mais 6 vítimas. O problema é que aí do ladinho direito da página já tem um meeeega texto fazendo justamente isso. E o pior, não são apenas 6 coisas, mas um monte delas. Resolvi então falar de algo novo a meu respeito.

1. Adoro carnaval. Sempre foi o feriado que mais me empolgou no ano todo. Depois dele, o Reveillon. Só que passei incríveis 4 anos da minha vida sem pular nem fazer nada de interessante na data. O motivo? Sei lá!! Um pouco de estudo pra concurso, um pouco de falta de grana, um pouco de falta de estímulo. Mas este ano eu resolvi quebrar o jejum e fui pro Rio de Janeiro (ulalá!!). Delícia cremosa. Já iam-se quase 4 anos que não pisava naquela terra maravilhosa e a viagem me fez lembrar de como aquele lugar é bom. O mais curioso: carnaval eu pouco vi, por preguiça mesmo (acreditem) mas o feriado foi pra lá de bom, já que aproveitei pra passear um pouco pela cidade e fazer uma coisa que quase nunca faço quando vou ao Rio: ir à praia. Resumo da ópera: carnaval no Rio é bom com ou sem folia...

2. Adoro cozinhar. Ano passado fiz alguns cursos e entrou nas resoluções de ano novo pra 2009, dar andamento a este projeto. Quero sempre aprender mais e praticar um dos meus hobbies favoritos: reunir os amigos pra testar receitinhas. Resta saber se minhas cobaias continuam dispostas.

3. Adoro cinema. Outra resolução de ano novo foi assistir ao menos um filme clássico e algo no cinema, por semana. Assim, dá pra atualizar as velharias e me manter antenada com o que vem passando. Só no carnaval, assisti a SEIS filmes das antiiiiigas (listados aí do lado) e me diverti horrores com isso. Melhor ainda é poder discutir com alguém, de preferência tomando um café gostoso depois da sessão. Hum...

4. Em 2009 eu vou viajar muito. Sim, isso é uma afirmação. Estou totalmente animada com essa proposta e penso em aproveitar o máximo de feriados possível que rolarem este ano. E olha que não serão poucos. Quando falo em viagem, significa arredar o pé de Brasília, seja pra fora da cidade, do estado ou do país. Aguardem notícias e cartões postais.

5. Morro de vontade de fazer um mestrado na área da Letras. Outro projeto que devo colocar em prática (ou começar) ainda este ano. Pra quem segue vida acadêmica sabe o trampo que é, mas estou disposta. Ainda mais agora que terei tempo suficiente pra estudar coisas que gosto, finalmente...

6. Agora a melhor e mais legal das notícias, que preferi deixar pro final, que alguns aqui já sabem. Depois de 4 anos estudando, tentando, me estressando, quase desistindo... enfim eu consegui!!! Passei no concurso que eu tanto pretendia: do Senado Federal. Pois é, caros amigos, agora é oficial e já posso sair por aí falando. Estou no aguardo somente do Diário Oficial publicar a homologação/nomeação pra me sentir uma mulher completa. Recebi a notícia da primeira fase no dia 31 de dezembro e já entrei o ano novo comemorando duplamente. Há duas semanas saiu o resultado final e, ainda bem, deu tudo certo. Agora é comemorar pro resto da vida meu esforço que foi recompensado!!

É isso, amiguinhos. Depois retomo os posts habituais. Ainda estou me situando à rotina, após 35 dias de férias do mundo... hihihihihi. Afinal, o ano começa agora, depois do carnaval, não é mesmo??

Beijinhos animados, concursados e de feliz 2009!!!

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Já nasci com Cristal Japonês


Eu sou uma besta pra chorar. Mas daquelas que desaguam por qualquer motivo. À toa, à toa.

Exemplo disso fui eu assistindo ao Bom Dia Brasil esses dias e me emocionar, junto com Dona Tereza, mãe da melhor jogadora do mundo, a Marta. Bom, eu já comecei a chorar logo que vi a cara da atleta com os olhos marejados, agradecendo pelo terceiro título seguido. Aí foi só entrar Dona Tereza na jogada pra eu desabar de uma vez por todas enquanto me arrumava pra ir trabalhar. Tem rumo uma coisa dessas?? Ah, a mãe ali, toda orgulhosa. "É gente humilde, que vontade de chorar", já dizia Chico Buarque.

Essa guerra na Faixa de Gaza me arrasou. Tava levando bem até mostrarem cenas de crianças feridas, pais desesperados, famílias despedaçadas. Gente, eu sinto a dor dos outros, tá?? Chorei que me acabei. Pena que isso não ajuda a eles em nada. Mas pelo menos tira a aflição do meu peito. Fazer o quê? Sou sensível, oras.

Outro dia estava assistindo na tv a uma retrospectiva de esportes. No que mostrou a seleção brasileira comemorando o tetracampeonato (isso, galera, lá em 1994 e eu me emociono até hoje), Bebeto fazendo aquele gesto de embalar um bebê sendo seguido por todos os seus parceiros, eu desabei na frente da televisão. E o pior é que o nariz entope que é uma beleza. Fico toda congestionada. Mas que é bonito, isso é.

Pra piorar, devo confessar que mesmo odiando filmes de ETs, tendo detestado "O Dia Que a Terra Parou", eu tentei, discretamente, limpar minhas lágrimas quando o molequinho chora nos braços da madrasta sobre a lápide do pai falecido. Chorei de novo. E ainda tentei disfarçar, mas acho que não adiantou nada (será que o namorado viu??). E ainda tem o bom e velho ET. Gente, como é que vocês conseguem ver aquele filme e não chorar no final?? Ah não, triste demais. Dá uma peninha dele indo embora... Assisti de novo têm uns dois dias e não me contive, pra variar.

E eu nem conto mais as vezes que choro vendo novela. No dia que a Irene (Glória Menezes) descobriu que tinha feito papel de boba nas mãos da Flora (Patrícia Pillar), em A Favorita, eu precisei me levantar pra ir ao banheiro pegar um lenço, porque a essa altura já saia água dos meus olhos e do meu nariz. Fungava tanto que faltei soluçar. Tadinha da velhinha... foi passada pra trás o tempo todo e nem sacou. Não é triste isso, minha gente??? Não dá pra ficar indiferente.

E por aí vai, Mayra chorando daqui, o povo rindo dela dali e ela nem se importando. Volta e meia sai uma pesquisa aí dizendo que chorar faz bem. Feliz de mim, que só preciso ver uma novela ou assistir às desgraças do mundo no Bom Dia Brasil pra desafogar o peito. Eu chamo isso de sensibilidade, embora alguns chamem de frescura. Esses, provavelmente, são aqueles cobertos por uma "casca dura" que não se deixam levar pelas emoções. Por favor, alguém avise a eles que não extravasar os sentimentos faz a gente adoecer. E pra quê ficar doente se o remédio está nos seus olhos e no seu coração?? Põe pra fora, baby. Vai ser bom, vai por mim.

Beijinhos lacrimosos e emocionados. Ou vai me dizer que você nunca chora???

segunda-feira, janeiro 19, 2009

ETs, Go Home!


Esta semana me convenci de uma coisa muito séria: eu destesto filmes de ETs. E não venha tentar me convencer do contrário porque eu precisei de anos pra chegar a esta conclusão, ok?

Depois de meses (eu disse meeeeses) sem ir ao cinema, decidi acabar com o jejum indo ao shopping sem pretensão nenhuma. Afinal, andava tão alheia ao que vinha passando que qualquer coisa era lucro. Pois bem, no lugar onde escolhi assistir a algum filme, só tinham coisas que eu não queria ver. Tem cabimento uma coisa dessas? A pessoa se diz livre de espírito pra ver qualquer coisa e na hora H vê que não é bem assim que a coisa funciona.

Pois bem. Dentre as opções apresentadas, a única que me apeteceu foi "A Troca", com a linda da Angelina Jolie. Não fosse o fato de que havia meia hora que o filme havia começado, teria saído muito mais feliz da sala escura. Eis que sobra, só e somente só, o remake de "O Dia Que a Terra Parou". Olhei pro namorado com aquela cara de ah-não-remake-não mas num adiantou nada. Já tínhamos nos tacado pro outro lado da cidade com a intenção de ver um filme, teríamos que entrar no que fosse menos pior, pra fazer valer o tempo, disposição e até a gasolina, que anda muito cara. Só depois foi que me dei conta: qualquer coisa pode ser menos pior do que aquilo. Nem o rostinho bonito do Keanu Reaves salva a fita. Pra não dizerem que estou sendo chata demais, a única coisa legal do filme é um robozão-muito-fera, grande pra caramba, que apaga e desarma tudo à sua volta só com uma luz vermelha que emite dos olhos. Achei massa, confesso. Mas pára por aí.

E vamos falar sério: eu nunca gostei de fição científica. Tirando os clássicos, do naipe de "Blade Runner" e "Alien", eu não gosto dessa categoria, definitivamente. E agora cheguei à fortíssima conclusão de que eu odeio filme de ET. Mas odeio mesmo, com todas as minhas forças. Primeiro que eu não acredito em ET do jeito que costumam mostrar. Segundo que eu tenho preguiça dessa coisa de que eles sempre vão invadir a Terra, acabar com todo mundo e os americanos tolos com seus canhões e explosões achando que vão exterminá-los. Tem dó, né?? Filme de ET pra mim, só "Marte Ataca", do Tim Burton, que faz um grande deboche em cima do também péssimo "Independence Day". E olhe lá!

Saí do filme frustrada. Depois de séculos sem ver nada, o que vi, não gostei. Aliás, detestei. Saí do cinema foi muito puta-das-calças, isso sim, jurando pra mim mesma que nunca mais nesta vida, pago pra ver filme de ET. Aliás, de ET já me basta o do Spielberg, que pra ser exceção a essa minha regra, me faz chorar até hoje. E não vem rir de mim não porque eu sou sensível, tá? Afinal, ele não quer dominar o mundo e ninguém fica afim de explodir com a cara do pobrezinho que faz a bicicleta voar, né??

Entendeu bem meu recado? Vá ao cinema ver um filme de ET mas não me chame. Ou então eu explodo com você e te envio pro espaço na primeira nave-mãe que aparecer. Juro por Deus.

Beijinhos indignados com o primeiro filme visto no ano.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Batidinhas


O Patrão morreu. Há quinze anos, quem ia era o Tatu. Suicidou-se aos 50 anos. Lembro bem da notícia dada no Jornal Nacional. Agora a Ilha da Fantasia se acabou de vez. O Senhor Roarke e seu fiel auxiliar anão conseguiam prender minha atenção a ponto de não desgrudar da tv por um só minuto. Eu adorava aquele seriado. Era delicioso ficar imaginando os próximos desejos dos convidados da ilha a serem realizados ali. Agora que o Patrão se foi, só resta alguma emissora aproveitar pra reprisar os episódios. Eu assistiria tudo de novo, outra vez.

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E eu não falei aqui sobre a reforma ortográfica. Sabe que eu até gostei?? Principalmente porque não mexeram na crase. Se aquele acentinho torto tivesse que ser modificado também, eu já teria mudado pra outro país sem língua portuguesa. Eu não consigo aprender as regras de crase, até hoje me enrolo. Adorei eliminarem o trema, embora achasse um charme aquelas bolinhas em cima do U. Acho fofo escrever nomes como Müller e Björk. Pelo menos ninguém mexeu nos nomes próprios, né? Agora tá todo mundo reclamando do hífen. Ah gente, é bem tranquilo. Basta decorar uma penca de prefixos que agora são separados (ou não) pelo tracinho e (tentar) ser (quase) feliz. Simples assim... hehehehe. E você, já providenciou seu manual e tá treinando a nova escrita ou vai esperar chegar 2012, quando a reforma passará a valer de uma vez por todas?? Se liga, malandro!

Beijinhos de luto pelo meu heroi (sem acento) da infância.

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Life is Beautiful


O ano começou bem. Aliás, ótimo. Melhor, acho que impossível. Só não começou mais sensacional porque, junto com ele, vieram 2 quilinhos adquiridos com tantas confraternizações, ceias e brindes. Natural pra época, mas que fazem qualquer criatura normal ficar deprimida em janeiro. E começar o ano de dieta. Básico.

O ano passado foi estranho. Aliás, foi tenso. Não foi dos piores, mas está longe de estar entre os melhores. Foi um ano ímpar, embora tenha sido par (que frase horrorosa foi essa, Mayra??). Diria até que "foi salvo" pelo show da Madonna. Ah, tá aí louco de curiosidade pra saber como tudo se passou com esta que vos fala, né?

Sem muito o que contar. Ainda estou sem palavras. Farei algumas (poucas) considerações pra não matar você de ansiedade:

1. Reencontrei Kinha, amiga-muito-querida de Recife que foi pra Sampa pelo mesmo motivo que eu: amor e paixão incondicionais pela Diva. Não desgrudamos durante os poucos dias que ficamos por lá. Foi lindo. Mais ainda compartilharmos um momento tão único pras duas. Valeu mais que um pacto de sangue. Somos irmãs "de Madonna" agora. E ninguém tira isso da gente.

2. Viajar com a família pela primeira vez, pra assistir a um show digno na Broadway, pela primeira vez. Tudo bem que eu nunca vi um show na Broadway na vida, mas era a única coisa que me ocorria pra descrever o que vi ali: um espetáculo de primeira qualidade. Aqui, na Mayralândia, isso deve ser coisa da Broadway sim.

3. Ter ao Kinha a meu lado durante o show pagando de intérprete não teve preço. Sim, porque vocês acham mesmo que com meu inglês intermediário, misturado à ansiedade e no meio daquela multidão, eu tinha condições de entender o que a Madonna dizia?? Of course que not. O melhor era que ela dizia tal coisa, aí o povo urrava. Então eu olhava pra Kinha com um ponto de interrogação na minha testa e ela traduzia. Pois é, meus urros vinham todos com delay, de quem entendeu a piada só depois. E eu não tava nem aí. Gritava do mesmo jeito. Foi engraçado mas foi lindo.

4. Tomar cerveja das 16h às 21h30, enquanto esperava o show começar (tudo pra guardar um bom lugar, e guardamos) e decidir não arredar o pé enquanto a Diva estivesse no palco. Incrível como a vontade de fazer xixi só apareceu quando surgiu "Game Over" no telão. Isso é que é concentração num show, rapaz.

5. Enfrentar um ônibus lotado de volta pra casa, depois de termos andado um monte, os pés doendo e alguma fome. Ainda encontrar na condução um paulistano-muito-puto com a lerdeza do motorista na direção, não podia ter sido melhor. Fomos rindo em pé, sacolejando, agarrados nos canos de segurança do alto do veículo. Valeu a pena e muitas histórias pra contar daquele ser indignado.

6. Ver meu pai animadíssimo com Madonna enlouquecendo no palco. Ver meu pai dançando e vibrando a cada surto da Diva. Ver pai, irmão e irmãzinha boquiabertos em determinados momentos, com ar de "putaquepariu, quequiéisso, mermão???". Bom demais.

7. Cruzar um vendedor de churrasquinho na porta do Morumbi, que fazia sua publicidade aos berros, aos passantes: "Olha o churrasquinho das pelancas da Madonnaaaaaaa". Tem como não rir???

8. Enfrentar uma hora na fila à espera da abertura do portão e, na hora de entrar, ver o pai sendo revistado e tendo que explicar que o volume no bolso do casaco era um singelo cachimbo. Pra completar, enquanto o pai sofria o baculejo, a mãe ligava de Brasília pra ter notícias e saber se tudo corria bem com todo mundo. "Te ligo depois, Fátima!!! Tô sofrendo um baculejo aqui!!". Tinha que rir de novo, né? Foi hilária a situação.

9. Surtar por completo quando tocou "Like a Prayer", única música que sei a letra inteira, sem errar. O resto eu invento. Meu inglês-embromation se sai super bem nessas horas. Sou Madonnete mas não consigo decorar letra nenhuma de música, de ninguém, nem dela. Ainda assim, fiquei afônica no dia seguinte sem saber cantar nenhuma música por inteiro. Tudo bem que boa parte foi de tanto falar.

10. Praticamente não ter tirado fotos do show, por pura e simples vontade de não perder nenhum momento. Pra que registro?? Tá tudo guardadinho nos únicos lugares que interessam: minha cabeça e meu coração.

Em poucas palavras: foi show!

Beijinhos começando um ano muito feliz com gostinho de ressaca boa de 2008.

quinta-feira, dezembro 18, 2008

TPM - Tensão Pré-Madonna


Pega a mala guardada no armário, mas pega a pequena, Mayra, são só três dias. Abre a dita cuja em cima da cama.

Isso. Aí coloca umas três peças de roupas pretas, básicas, pensando agora no que é que vai combinar com isso. Joga umas 5 blusas coloridas e mais duas pretas.

Pára, corre pro computador e abre na página do Climatempo. Hum... Previsão de chuva nos próximos 5 dias em São Paulo. Melhor não brincar.

Acrescenta aí umas duas blusas de manga comprida, um lenço bacana pro pescoço e um, eu disse só um, casaco legal. Ótimo.

Joga aquela sua bota mega-confortável e uma sandália, ambas pretas, e embala. Lembra do chinelo, você odeia acordar de manhã e pisar descalça no chão frio. Além do que, pode comprometer sua voz e te impedir de cantar em alto e bom som "Just like a prayer, no choice your voice can take me there"...

Vai ao banheiro, pega a frasqueira e coloca xampu, condicionador, sabonete, escova de dente, pasta, fio dental, leave in, hidrante. Ah, não esquece do filtro solar pro rosto, FPS 45. Dizem que em Sampa os raios solares misturados com a poluição podem mofar a sua pele, acredite. Eu não arriscaria.

Volta pra mala e coloca o saquinho com meias e calcinhas. E já que tá levando uma bota e indo ver a diva, custa nada levar uma meia-arrastão. Vai que a musa pop incorpora em você no dia da balada e já sai por aí arrasando (ou seria "arrastando"?).

Não, Mayra, não precisa levar o laço de filó pra amarrar na cabeça. Isso é coisa de quando ela bombava nos anos 80. Vai ficar parecendo a Viúva Porcina. Deleta a idéia, de-fi-ni-ti-va-men-te. E nem inventa também de querer aparecer no Morumbi de colant rosa e meia calça. Isso é pra ela e aquele corpitcho sarado, com todo o respeito, gata.

Volta pro banheiro e empacota o secador de cabelos. Como assim não vai levar porque tem no hotel? E se não tiver? Leva sim. Você nunca sabe como seu cabelo vai se comportar naquela terra. Afinal, só chove por lá, senão por que chamariam de "Terra da Garoa"? Depois sai parecendo um porco-espinho na rua e não sabe o motivo.

Dá um gole na taça de vinho que tua mãe ofereceu pra relaxar. Você tá muito tensa com esse show há uma semana. Vai dar tudo certo. Vai, dá o gole, criatura!

Falar nisso, não esqueça do ingresso. Não!! Põe na mala não, tá doida? Vai que ela extravia com teu passaporte da alegria dentro? Ele vai com você, dentro da bolsa, agarrado no peito. Isso, bem guardadinho. Affe..., minha pressão até baixou agora, só de pensar.

Pega a pochete que você comprou há três meses só pra levar pra esse show. Tá, Mayra, não é pochete, é cartucheira! Whatever!!! Ninguém merece ficar carregando bolsa a tiracolo, né? E não esquece da carteira pequena pra esse tipo de evento. Muito bem, boa garota.

E a capa de chuva?? Você tá ligada que vai ter que comprar uma quando chegar lá, né? Viu o que aconteceu no show do Rio!!! O que, não me diz, você já tem a capa? E é transparente??? Ai, fico tão orgulhosa de você ser assim, tão precavida, amiga. Que danadinha, gente!

Pra fechar, checa aí se estão a identidade, a carteira de estudante e o cartão de crédito. São Paulo é uma tentação e a gente sempre arruma coisa bacana pra comprar. Tá, já sei que não vai ter tempo pra isso, mas vai que você esbarra com uma blusa leeeeiiindaa assim, dando sopa no meio da faixa de pedestre da Avenida Paulista? Assim, tipo tropeça nela, hein, hein, hein?? É todo dia que isso acontece não.

Agora vai, gata, "ahaza", se diverte horrores e se joga, mas com moderação. Lembre que a Madonna pode fazer seus dois discos aí da coluna tocarem, mas você vai lembrar direitinho destas hérnias se não se controlar. Ok, eu sei que você não vai se controlar e que já disse que volta de cadeira de rodas mas que não vai deixar de aproveitar esse evento por nada!!!! Hã? Vai se rasgar toda quando ela entrar no palco??? Menos, né Mayra!!! Menos... Ok, ok... se rasga então. Vou fazer o que???

Boa viagem, amiga. Se cuida! E conta tudo quando voltar, tá? Beijos!

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Muda o disco!


Tô lá eu deitada no tubo que faz a ressonância magnética, quietinha, pensando: "Nossa, Mayra, você nunca ficou tão parada em toda a sua vida...".

Tô lá eu com uns headfones pra proteger do barulho que me faziam parecer a Princesa Léia sentindo o ouvido coçar mas usando o poder da mente pra sublimar esse incômodo.

Tô lá eu estática, concentradíssima, para que nenhum movimento fosse feito a não ser o da barriga, que subia e descia, porque - afinal de contas - eu tinha que respirar.

Então ouço uma voz vinda do além: "Maaaayra, você tá me ouvindo? Tá tudo bem aí?".

"Deus, é você? Tô te ouvindo sim!", pensei. Na dúvida, respondi em alto e bom som: "Hein?". Então percebo que não era uma voz vinda do além, mas do técnico que estava aplicando meu exame.

"Mayra, você está se mexendo muito. Pode ficar quietinha, por favor?". Ah, peraí!!! Como assim tô me mexendo muito? Você nunca me viu me mexendo muito...

"Só se eu parar de respirar, porque só minha barriga tá mexendo aqui, moço!", gritei.

Foi aí que percebi que eu não precisava gritar, ele me ouvia normalmente. Acho que aqueles headfones me fizeram sentir dentro do saudoso Domingo no Parque e me vi fazendo "Siiiiiiim, quero trocar esse exame por uma faca sem ponta!!". E aí ouvi:

"Então pára um pouquinho de respirar, senão o exame não vai dar certo".

Ah tá. Além de entrevada, vou ficar roxa agora. Prendi a respiração, contei até dez e tentei soltar devagar, lembrando das orientações da RPGista: "Mayra, tire todo o ar do pulmão e transfira-o vagarosamente pra região abdominal, até seu bucho encher por completo". (Aí eu pergunto: que mulher, em sã consciência, consegue ver o próprio bucho estufando por livre e espontânea vontade? Sem querer, sempre me auto-sabotei nesse exercício).

Mas já que eu tava sozinha naquele tubão da ressonância, pude ter uma breve amostra de como seria Mayra grávida. Não gostei, pra falar a verdade. Ainda mais vendo a cena da horizontal. De repente, não mais que de repente, meus pés sumiram e só um bucho surgiu no horizonte. Bem melhor sem ele. Aliás, muito melhor.

O resultado do exame? Duas hérnias de disco e um ligamento rompido na lombar. Chora não, porque eu não chorei. Tem que correr atrás (sentido conotativo, tá gente?) e peregrinar por alguns neurocirurgiões, ouvir a sentença, seja ela qual for. E, tenho certeza, ainda me mandarão voltar praquele tubo algumas vezes. A outra certeza: vou terminar brigando com "Deus" numa dessas por ser adulta hiperativa. Era só o que me faltava mesmo...

Beijinhos de quem tá com os discos arranhados e sem música pra tocar ou dançar.

sexta-feira, outubro 24, 2008

A seguir cenas do próximo capítulo

Rapaz, essa coisa de continuação de filme não acaba nunca, não?? Affe!!!

É um tal de Rock 1, 2, 3, 4. Sexta-Feira 13 167, 168 e 169. O Homem-Aranha já vai pro 4. Batman até já perdi a conta, porque muda o diretor aí muda também a numeração. Tão dizendo por aí que o Homem de Ferro 2 já tá em andamento. Será uma crise generalizada de criatividade???

Bom, serei um pouco menos radical. Em relação aos personagens de histórias em quadrinhos, eu até entendo. Melhor, até incentivo, pois são muitas as histórias e não teriam filmes suficientes pra ilustrá-las. Mas e quando não são dos gibis, coméquifáiz?

Desde que o mundo é mundo e que o cinema existe, as continuações fazem parte da história da sétima arte. Mas tem coisa que eu, honestamente, não entendo. Li esses dias que roteiristas estão trabalhando numa continuação do Blade Runner. Isso mesmo, o famoso Caçador de Andróides, de Ridley Scott. Agora o mais interessante: a continuação não tem participação nenhuma do diretor e dois empolgados estão animadíssimos com a idéia. Peraí, né?? Tanta coisa já cercou esse filme que arriscar uma continuação seria motivo pra medo, muito medo. Primeiro o diretor achou de declarar publicamente, quase 20 anos depois de fazer o filme, que o detetive vivido por Harrison Ford também era um replicante. Sendo assim, qual o problema de se apaixonar pela andróide Rachael, interpretada por Sean Young, não é mesmo? Ok. O filme foi considerado "muito difícil" pelos produtores que mandaram que fizessem um arremate no final, com uma narração de Ford meio que ajudando o espectador a entender a parada. Beleza. Não satisfeito, Ridley Scott vai e lança, anos depois, a "versão do diretor", sem cortes e sem a narração explicativa. Então chegam duas criaturas-sem-ter-mais-o-que-fazer e decidem que o filme merece uma continuação. Que continuação, gente??? De uma coisa que o povo nem entendeu direito até hoje?? Ah não!!! Primeiro vamos explicar bem direitinho, né???

Mas não é só de filme noir que as continuações sobrevivem. Bill Murray já andou comentando por aí que vai rolar um Caça-Fantasmas 3. Que tal??? Gente, eu amei esse filme quando criança. Será que vai dar mesmo certo? Os caras se desentenderam durante as filmagens do segundo filme e não se dão muito bem até hoje, segundo dizem as más línguas. Ghostbusters já virou jogo de videogame, seriado e novela. Será que vinga uma outra continuação ou já saturou?? Isso me cheira à coisa parecida com o que rolou com o Indiana Jones. É porque a gente gosta mesmo de falar mal, né? Tava todo mundo com medo do que viria e o quarto filme da seqüência terminou surpreendendo o público. Afinal, o arqueólogo sessentão foi poupado, manteve-se a ironia do personagem e ainda inventaram um filho pra provar que ele tá mesmo velho. E eu achei tão legal que vi o filme duas vezes. E aí, vai encarar??

Agora, quero só ver Bil Murray e Dan Akroyd eliminando fantasmas e correndo de bonecos gigantes de marshmallow nos dias de hoje. E olha que eu acho que esses dois já passaram dos 60, hein??? Vai ser, no mínimo, muito engraçado. Vai ver, é isso mesmo o que eles querem, né? Esperemos pra ver.

Beijinhos amedrontados com o que vem por aí.

quarta-feira, outubro 08, 2008

Adivinhe quem vem para o jantar!!!


Indo pra um evento no Museu Nacional da República, às 11h da manhã de uma quarta-feira, ligo pra uma amiga pra avisar e então ela me diz:

- Querida, infelizmente não poderei ir. Mas olha, bom você saber que tá confirmada a presença do Lula.

- Do Lula? Jura? Ah não, sério? Lascou!

Sim, acho que no país todo as pessoas devem achar o máximo ir a um evento com a presença do Presidente da República. Longe de mim achar ruim, mas acho também que só aqui em Brasília costumamos relacionar isso a alguns fatores que certamente irão acontecer:

1. Atraso no evento por conta do cerimonial da Presidência e da vinda do Excelentíssimo que deverá ser esperada até o último momento, como prevê o protocolo;

2. Congestionamento ou na ida ou na volta. Ou até mesmo, em ambos. Já que quando se fala na palavra "Presidente da República" em um evento, aparecem os "amostrados" de plantão que não podem perder a chance de querer aparecer. E aí, meu amigo, pode contar com uma quantidade inesperada de carros se dirigindo pro local.

3. Falatório-sem-fim não só do Lula, mas também de todos os presentes que aproveitam a deixa pra dar um recado perante a autoridade maior do país. Afinal, o "homem" tá lá te ouvindo, né???

Dito e feito. Cheguei ao evento, na hora marcada junto com uma amiga. Nos sentamos e esperamos por UMA HORA o início da solenidade. Deu meio-dia, sol de rachar o coco do lado de fora, umidade (ou melhor, a falta dela) beirando os 20%, horário do almoço se aproximando e... nada do Lula chegar. Consequentemente, nada do evento começar.

Uma hora e meia depois não dava pra esperar mais, já que eu entraria no trabalho às 13h e ainda tinha que comer alguma coisa.

Entramos no carro e pra minha grata surpresa, um congestionamento-miojo se formou à minha volta: "ficou pronto em três minutos!". Pronto. Nada melhor do que estar dentro do "Negão", vulgo meu carro, que é preto por fora e preto por dentro, num calor de cozinhar os miolos. Praticamente um forno de microondas ambulante.

- Ei, você aí da frente, no carro do Corpo Diplomático!!! Pode ir um pouquinho só pra frente pra que eu possa manobrar??

- Hein??? Rola não, ó.

- Ei, você aí de trás, dá uma rézinha que aí a gente consegue sair pela lateral.

- Hein??? Neeem!!

Tão bom quando as pessoas não cooperam, né?? Que ódio!!! E de repente, não mais que de repente, as pessoas começam a sair de seus carros. Então descobre-se que uma van era a culpada de tudo. Pra completar, a notícia de que "o motorista do Ministro disse que não vai sair dali porque chegou primeiro" começou a se espalhar. Os ânimos foram se exaltando, o calor aumentando... Não resisti e gritei da janela do meu carro:

- Ministro? Qual Ministro???? De que pasta???

Jornalista é fogo, já quer informações pra que a coisa vire logo notícia... então minha amiga sai do Negão e se encaminha com seu "corpo literalmente diplomático" e fala com cada um dos motoristas envolvidos no evento. Prontinho. A van sucumbe, dá ré, joga o carro pra lado e todo mundo começa a se movimentar decentemente. Conseguimos chegar sãs e salvas ao restaurante, embora um pouquinho derretidas e preguentas de suor.

Se o Lula chegou, eu nunca soube. Se falou, muito menos. Sem querer ser chata ou esnobe, mas que a gente solta um bom "Putz!" quando sabe que ele vai aparecer em algum evento, isso realmente rola. E nem é culpa dele, na maior parte das vezes, mas do aparato que se monta por conta disso. Fazer o que?? Só me resta me conformar por morar na capital do país e, depois de tudo isso, ter que parar na faixa de pedestres pros Dragões da Independência atravessarem, a caminho do trabalho. Definitivamente, isso é muito Brasília!!!

Beijinhos de uma brasiliense agoniada e conformada.

quinta-feira, setembro 18, 2008

The Beat Goes On


Galeraaaaaaaaa, vai rolar!!!!! Deu certo, certíssimo, mais do que certo!!! Eu vou de mala-cuia-e-família pro show da diva, gente!!!!!! Sim, sim, sim. Explico.

Na tal madrugada comentada em outro post, sentei à frente do computador com o Namorado. Cada um em uma máquina. Por volta de quinze para meia-noite, conectamos na página de vendas e ficamos aguardando liberarem as vendas. Antes de uma da manhã, eu havia conseguido ir até (quase) o final. Pus os dados, preenchi os números do cartão de crédito e então apareceu uma tela dizendo:

"Processo aprovado. Aguarde a página de confirmação e a senha para retirada dos ingressos na bilheteria".

Tá bom, fiquei parada na frente do computador, quietinha, braços pra cima, respiração presa, coração na boca (não acredito, eu consegui!!!), aguardando a tal tela. Eis que então aparece outra tela:

"Erro! Sua transação não pode ser completada".

Hein??? Relô-ôu!!!! Não era nem uma da matina, gente!!! E sabem o que aconteceu?? Nun-ca-mais eu consegui acessar a página e chegar na parte de colocar o número do cartão. Fui dormir às 4 da manhã, tentando insistentemente, completamente arrasada e pedindo pra morrer. Tá bom, não pedi pra morrer porque ainda podia tentar de manhã. Acordei às 7h30 e comecei tudo de novo. Nadica de nada. A página tava mais congestionada que horário de rush em São Paulo.

Fui trabalhar parecendo um zumbi, por não ter dormido nada e, no pouco que dormi, sonhei com o ingresso. Continuei tentando nas minhas brechas e fiquei agarrada no celular, tentando por telefone. O bom é que tem rediscagem automática e eu só tinha que esperar o momento que a porcaria do call center atendesse. Beleza, atendeu umas 4 vezes durante o dia inteiro. Mandava digitar 2 pra comprar os ingressos. "Niqui" eu digitava, nun-ca-mais ninguém falava comigo. Nem a musiquinha chata de espera se manifestava. Muuuuuito menos algum vendedor. Essa Ticket for Fuck... vou te contar, viu!!

Fui dormir triste, pedindo mesmo pra morrer (de desgosto). Completamente frustrada que não tinha conseguido nem o pior dos lugares. Eu já tava quase anunciando no Mercado Livre meu interesse por comprar os ingressos. Mas aí ficou a dúvida: se a tela do computador me disse "processo aprovado", então existia o risco de ter sido debitado do cartão de crédito!!! Sim, comecei a ver uma luz no fim desse túnel.

Foi então que tive a confirmação da compra na fatura. Só não tinha ainda a garantia de que dariam a tal senha já que não tive nenhum comprovante da compra. Só restava aguardar e não cantar vitória. Ou melhor, cantar "Like a Prayer".

Até que uma semana depois, a Madrasta me acorda e lê uma nota publicada no O Globo, da empresa responsável pelas vendas, dizendo que os ingressos estariam garantidos pra quem teve o débito no cartão. Que beleza. Mas que garantia tínhamos de que iriam mesmo entrar em contato conosco como haviam prometido, em 15 dias, uma vez que a venda dos ingressos pra esse show se tornou um verdadeiro caos?? De novo só nos restava esperar. E cantar "Live to Tell" em alto e bom som, pra atrair as energias positivas e ver o tempo passar.

Aí viajo pra Teresina, fico o final de semana passado todinho fora do ar, com família, amigos e ainda num casório tudibom. Volto e tenho a feliz notícia: entraram em contato, passaram a senha e está tudo confirmado!!!!! Yeah, yeah, yeah!!!! A partir daí foi só aumentar o som de "Into the Groove" e ser feliz!!!!

Aos poucos, os amigos que ficaram na mesma situação estão avisando que também conseguiram. Sabem o que isso significa??? Que os planos iniciais de ver a diva pop com a família e os amigos, vai se concretizar. E eu vou ficar um nooooojo de gente até dezembro. Aliás, depois também. E vocês vão ter que me aguentar. Agora o negócio é berrar aos quatro ventos "I Deserve It" e sair pro abraço (da Madonna, é claro).
Vou é tratar de gravar a discografia dela todinha em MP3, além do Cd "Hard Candy" gravado umas 5 vezes inteirinho no mesmo CD, pra ouvir no repeat e chegar no show com as músicas na ponta da língua.

Beijinhos de fã-louca-e-alucinada que vai conseguir realizar um sonho. E na companhia do Namorado, do Dédi, da Madrasta, da Irmãzinha e dos amigos. Pra que melhor????

quinta-feira, setembro 11, 2008

Boring Chat Driblator Tabajaras

Em São Paulo, outubro do ano passado, a passeio pro Tim Festival, ainda sob estado de choque depois de ver o show da Björk, entramos numa livraria:

- Olha Namorado, que legal este joguinho!!!

- O que é isso?

- São cartas com questões filosóficas ou cotidianas sobre assuntos diversos.

- Tá, e pra que serve?

- Oras, pra ter sempre assunto numa roda de amigos.

- Hein???

- É!!!! Super legal!!! Tá vendo o nome: "Puxa Conversa". Quando a reunião começar a desanimar, o assunto morrer e rolarem silêncios constrangedores, a gente apela pra isso aqui. Aí pinta uma nova questão na roda e todo mundo se empolga de novo. Gostei, vou levar.

- Mayra, se tem uma coisa que você não precisa, é de algo que te dê assunto. Você sempre tem assunto.

- Tenho não. Vou levar.

- Querida... veja bem...

- Vou levar.

- Meu amor...

- Querido, e se meu repertório acabar????

- Acaba não, Mayra. Te garanto.

- Ah, tenho medo. Vai que acontece uma zica e eu perco o rebolado??? Neeeem!! Vou levar. Pode embrulhar, moça.

Pois é, comprei. E não só comprei como já usei umas duas ou três vezes. E digo mais: todo mundo ri quando saco a caixinha da bolsa e digo que vou ler uma carta pra mudar de assunto na roda. E sabem o que acontece no final das contas??? Todo mundo se anima e resolve entrar na brincadeira. Yeah, yeah. O troço é mesmo divertido.

Na mesma noite em que comprei, encontramos dois amigos em Sampa e em meio a várias cervejas, o "Puxa Conversa" entrou na história. Tudo bem que a gente já tava meio "altos" e queríamos que as perguntas fossem um pouquinho mais apimentadas e provocativas. Um dos amigos se divertiu tanto (depois de rir muito de mim quando mostrei a caixinha e contei do que se tratava) que no dia seguinte foi lá e comprou um igualzinho pra ele. Viram só? Mayra criando tendências... hehehe.

A brincadeira foi criada nos Estados Unidos e terminou tendo as perguntas "traduzidas". Talvez por isso tenham tantas questões voltadas pra religião, existencialismo e tals. Tá, confesso que tem umas perguntas meio chatas que a gente "pula" pra próxima. Eu bem que pensei em criar uma versão brasileira temática, sobre sexo:
- Você cospe ou engole? Quantas posições do Kama Sutra já experimentou? Grande ou pequeno, fino ou grosso? Lado A ou lado B?

Ih, depois de umas cervejas, ia deixar o Jogo da Verdade no chinelo. E pra não deixar vocês tão curiosos, vou transcrever algumas das perguntinhas do jogo aqui. E quem quiser, sinta-se à vontade pra responder. Afinal, a proposta não é brincar com os amigos??? Vamos lá.
1) Em que enrascada você se meteu quando era mais novo? Aos 15 anos, fui a infeliz responsável por mandar fazer as camisetas da gincana da minha turma na escola e consegui ter minha carteira batida em plena Rodoviária do Plano Piloto, com o dinheiro de todo mundo. Babau. Na época equivalia a uns 3 salários mínimos. Só não apanhei do povo porque tive jogo de cintura pra resolver o problema e a ajuda dos meus pais.

2) Se você ganhasse ingressos na primeira fila para qualquer show, quem iria querer ver?? Gente, preciso mesmo responder essa???

3) Se você escolhesse ser cremado, onde gostaria que suas cinzas fossem espalhadas? Pelas ruas de Brasília através da janela de uma Kombi vermelha e branca. Nossa, ia ser lindo.

4) Com que celebridade dizem que você se parece? Já tive meus momentos de Leda Nagle e de Liza Minelli. Agora que o cabelo cresceu, pareço comigo mesma...

5) Do que você mais gosta da ceia de Natal? Dos presentes. Detesto Natal e a ceia também. Acho horrível aquela comida seca de arroz-peru-e-farofa. Sempre peço pra mamãe fazer um feijãozinho pra ver se rola uma umidade.

6) Que pergunta você faria a Deus? De onde eu vim, moço???

Diz aí, minha versão temática não ia ser beeeem mais legal?? Vou pensar seriamente nesta idéia...
Beijinhos de mulher que adooooora "puxar uma conversa".

terça-feira, setembro 02, 2008

Tocada pela primeira vez


Tudo começou quando o primeiro videocassete lá de casa chegou de Manaus, encomendado por papai. Daqueles que o compartimento da fita abria por cima, parecendo o pescoço do E.T. quando se esticava. Aliás, por falar nisso, lembro bem que esse foi o primeiro filme alugado na locadora. Cinema em casa e com filme personalizado. Sucesso total.

Papai logo entrou na onda de gravar programas, filmes e tudo mais que pudesse ser legal de se ter em casa. Era todo organizadinho. Fez até uma fichinha amarela, batida à máquina Olivetti, com o passo-a-passo de como fazer o aparelho funcionar. Tudo pra que eu pudesse interagir com a nova tecnologia.

As fitas VHS eram todas etiquetadas: Filmes, Jornalismo, Clipes e Fita de Serviço (que servia pra todo o resto que poderia ser desgravado depois). À época eu dançava jazz, a dança do momento. Década de 80, né galera!!! E adorava pegar minha fichinha amarela, seguir as instruções e colocar a fita de clipes pra assistir e dançar na frente da TV. Eu ficava imitando os passos de dança dos artistas pra me apresentar pros meus pais mais tarde, quando chegavam mooortos de cansados do trabalho. Assistiam às minhas apresentações bocejando, mas assistiam. Até o dia em que papai gravou um certo show da Madonna... Like a Virgin.
Eu tinha uns 8 pra 9 anos e me encontrei. Foi "paixão a primeira ouvida". Juro. Simplesmente, eu aprendi a fazer to-da-a-co-reo-gra-fia dela no tal show. Depois de semanas de muito ensaio e apresentações pra mamãe, consegui convencê-la a me levar ao Programa do Cacareco, um palhaço (palhaço mesmo, tá gente?) que apresentava um programa infantil local aqui de Brasília. Sim, eu queria me apresentar lá, numa espécie de "show de calouros" que rolava e distribuía brindes pras crianças corajosas como eu. E eu fui.

É verdade. Descobrimos que o programa estava sendo gravado ao vivo do Park Shopping, numa dessas promoções que fazem pra atrair público pras compras. Mamãe me levou e eu consegui pagar o maior (e melhor) mico da minha vida: não só me apresentei dançando Like a Virgin (que levei numa fita cassete, gravada do meu vinil por papai), moleca de tudo, vestida a caráter (figurino by mamis) e cantando em playback, aparecendo na televisão, como também fui atração pros passantes do shopping que paravam pra olhar as crianças alucinadas que por lá se aventuravam. Tipo assim... eu. Ganhei um bonequinho de plástico horroroso que apitava quando tinha a barriga pressionada. E daí? Eu queria mesmo era mostrar meu talento e consegui. Além de ajudar a espalhar pelo mundo a música da Material Girl. Tarefa cumprida!

Papai chegou a gravar no nosso videocassete a minha apresentação no Cacareco. Até hoje não sei o paradeiro dessa fita. Juro que queria encontrar. Afinal, este é o registro puro-e-simples, da minha paixão pela diva.

E agora, 22 anos depois, ela continua sendo a melhor, a "The Best", a rainha pop, a tudodebomnessavida, na minha opinião, é claro. E tá vindo pro Brasil!!!!!! Não pude ir ao show de 15 anos atrás e, pelo visto, vou ter que esperar mais 15 pra poder vê-la. Tudo porque não consegui os ingressos depois de uma noite mal dormida por estar em frente ao computador e muita, mas muita dor de cabeça com o site e o call center congestionados. Íamos de família: pai, madrasta, irmãzinha e namorado. Seria lindo se tivesse sido possível.

Até agora minha ficha de que deu tudo errado não caiu. Vejam bem. Estou falando neste show há quase um ano, quando ainda circulava o boato de que ela faria um mega-show no Central Park, em Nova Iorque, pra celebrar seus 50 anos, e de graça. Enlouqueci com isso. Corri atrás de visto pros Estados Unidos, comecei a ver preço de passagens, guardar dinheiro... e aí me sai a divulgação da turnê do Sticky and Sweet. Ela decidiu passar o aniversário em Londres mas confirmou passagem pela América Latina.

Bem aí eu já tava certa de que iria bater no México ou na Guiana, se preciso. Iria vê-la, se não viesse ao Brasil, em qualquer outro lugar. E num é que a danada confirmou a vinda? Parecia um sonho, um presente. E ele quase se tornou realidade. Aquela menininha de nove anos, dançando Like a Virgin continua existindo, registrada numa fita VHS, e virou mulher-super-mega-plus-fã.

Tudo bem. Eu já me conformei. Não sei por que, mas estou com a forte sensação de que até dezembro, data dos shows, algum milagre ou providência divina irá acontecer e eu estarei lá, de frente pra diva, cantando aos berros (com lágrimas escorrendo, tenho certeza), "Yeah, you made me feeeel shiny and neeeeeew"!!!!!! Afinal, a esperança tem que existir, não é mesmo??

E se não rolar, a gente junta a galera, assiste ao show no Multishow e tenta ser feliz do mesmo jeito. Morrer, ninguém vai por conta disso. Só de raiva e frustração. Mas logo passa. Ou pelo menos eu espero que passe...

Beijinhos de menina-mulher-fã ainda tentando uma lugar ao sol do Maracanã ou do Morumbi.